Ensaio Nº 17
se esconde a vida, gotejante.
Na falta do eterno, se escolhe o curto,
um gosto, gesto, pedaço que adiante.
Uma troca que enebria, embebeda,
traz a força que leva ao prazer.
A ausência causa terror e veda,
não é escolha, é necessário fazer.
O sabor delineia os passos,
fibrosa, suave, ou não.
Na míriade de cores e traços,
pressente-se um azedume de limão.
E o sumo adocicado da cereja,
a amargura da verde fruta.
Enfim, a vida escondida que almeja
sair de sua forma tão bruta.
0 comentários:
Postar um comentário